a casa crescerá na direção do vento
assim como se posiciona uma janela para o poente.
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cobria os dentes com cravos e sorria para ninguém.
e ninguém se aproximava de sua lentidão,
de seus olhos inclinados para baixo a coser a escuridão
entre uma linha e outra da mão.
entre uma linha e outra da mão.
⇁ a escuridão
água enramando seus pés ⇁
onde desertos descampavam seus ossos
alojavam pulmão e coração naquele céu ancorado nos pássaros.
fotografia anka zhuravleva
palavras luciana marinho
