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Pequeno como uma mão aberta,
é prado sonâmbulo na folhagem inocente do tempo.
Não se distrai da natureza.
Sustenta o invisível.
É-se, no bruto fazer-se do mundo,
incrustação na luz..
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Vinha com as nuvens crivadas no ventre.
Vozes familiares se emaranhavam em seus cabelos.
Guardava - nas violetas da pupila
e nos cortes sob o vestido -
a genealogia de infâncias que ficaram
nas laranjeiras,
nas pedrinhas atiradas ao ar,
no vento decantando risos
que não há.
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À casinfância
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.Se olho longamente em teus olhos
encontro minha alma.
Pela tua boca sinto o meu gosto
por frutas e sementes.
Na memória de teu pátio,
o balanço na oliveira me leva,
impregnando meus cabelos de céu.
Corro por tuas fronteiras
imensamente deserto.
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Fotografias Evgen Bavcar
Textos Luciana Marinho