É com alegria que me encontro no Canto de Espumas. O Canto de Espumas leva nossa sensibilidade a tocar dimensões profundas do Ser preservado em seus mistérios e em sua ancestralidade. Me diz muito sobre um certo olhar para o humano que fascina: o humano que não se desprende da poesia, é irmanado com a natureza e guarda um sentimento místico para com a vida. Deixo aqui o convite para vocês conhecerem esse belo blog. É só se aventurarem pelo link acima.
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Os pés no ar
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Ela nasceu no ventre dos pássaros.
Nascer no ventre dos pássaros ou no ventre da terra não faz diferença, o mais era a descoberta de saber onde pôr os pés. Cedo, vislumbrou o inverno no profundo de tudo. Dos pulmões, das brisas, dos cantares dos povos. Era a mesma umidade de seus calafrios. A mesma umidade que trazia o outono para as folhas. Para o inverno ser, as outras estações existiam, pensou... para sabermos dele, para retornarmos a ele. Para Ela aprender a cultivar o calor quando o fogo é uma ínfima fibra em seus olhos.
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Ela nasceu no ventre dos pássaros.
Nascer no ventre dos pássaros ou no ventre da terra não faz diferença, o mais era a descoberta de saber onde pôr os pés. Cedo, vislumbrou o inverno no profundo de tudo. Dos pulmões, das brisas, dos cantares dos povos. Era a mesma umidade de seus calafrios. A mesma umidade que trazia o outono para as folhas. Para o inverno ser, as outras estações existiam, pensou... para sabermos dele, para retornarmos a ele. Para Ela aprender a cultivar o calor quando o fogo é uma ínfima fibra em seus olhos.
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Texto e colagem... Luciana Marinho
