quarta-feira, 2 de novembro de 2011

imemorial

reduziu seu corpo à mão ferida lavada em sal.
o sal em que as orquídeas amadurecem.



a ela foi dada essa terra distante: "olhou as nuvens e esperou os objetos se formarem". perdeu de vista as mãos, os pés, a extensão de sua sombra. entregou-se ao desejo de um outro céu e ao silêncio que afasta os estranhos..



colagem e palavras
luciana marinho

18 comentários:

  1. o céu e o silêncio, uma bela harmonia...

    um belíssimo poema.

    beijo, querida!

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  2. prazer encontrá-la por aqui, ane.
    parabéns por cuidar com tanta sensibilidade do "lacunas do tempo".

    beijo!

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  3. Hum, silêncio sempre me atrai aos estranhos... Mas não sou referência pra nada mesmo.

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  4. ué... mas tu és referência para mim! =)

    beijoca, fred!

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  5. obrigada, luluzes! =)

    beijo grande!

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  6. beijoca, ane!
    lá ou cá é um prazer sempre.

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  7. Este comentário foi removido pelo autor.

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  8. a admiração é recíproca, joão paulo.
    teu blog é fabuloso.

    um abraço!

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  9. romeu,

    grata pela visita
    e comentário.

    um abraço!

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  10. Luciana,
    Estranhos são os que ficam aquém do nosso voo. O silêncio, a princípio assustador, acaba por se tornar uma conquista, um domar do medo rumo a voos cada vez mais consistentes...

    Beijo :)

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  11. AC,

    obrigada por se aproximar como um amigo antigo se aproxima, com palavras plenas de silêncio.

    beijos!

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  12. A ella que sabía saborear sinuosidades desde su distancia le fue dado el cielo y las amarras y el silencio para colmarlas. Bellas, bellísimas palabras engarzadas con un hilo silencioso y con un collage que se anuda a ambos como un collar que se posa en el cuello secretamente esperado. Un abrazo grande, suave y añil, Luciana.

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  13. que imagem belamente delicada... "como un collar que se posa en el cuello secretamente esperado". teu comentário faz crescer poesia por aqui.

    beijo, índigo!

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  14. Vivemos em silêncio no desejo de um outro céu.

    Gostei de receber a sua visita e de vir aqui também.
    bjs

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    1. grata, sônia.
      é sempre um prazer encontrá-la lá ou aqui :)

      abraço fraterno!

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  15. Exilada no silêncio, esperança impossível. Lindo, delicado, preciso.
    Beijos.

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    1. que bonito, raul, o teu comentário.
      surpresa boa encontrá-lo aqui.

      beijo!

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