segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Solo

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A bailarina
e dentro dela o outono resta no ar.
As árvores crescem e se desfolham em seus ossos
na dança das flores constrangidas em suas raízes.
Pés inflamados giram no globo ocular
como grito pregado nas horas de morrer.
O vestido e nele as linhas se esgarçam
desatando o tempo.
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Texto e colagem Luciana Marinho

19 comentários:

  1. Belo. Triste. Me faz pensar no lugar da melancolia, na criação artística, lembrando os escritos da Kristeva, em SOL NEGRO...(por outro lado, quanta delicadeza, e quanta força, no esgarçar da alma, em momentos de dor, paixão, desatino, tristeza!... Algo de sonho sempre resta, no entanto, algo de luz e de leveza, portanto... a arte nos faz renascer... e bailar... mesmo quando sabemos que é inevitável chorar, suportar a dor da morte, de alguma perda ou desafinação dolorida...) Beijos pintados, Lu querida.

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  2. E o corpo, que é o que é, eis que não pode mais se conter na extensão!(...)Ei-lo enfim neste estado comparável ao da chama, em meio às trocas mais ativas(...)
    (Paul Valéry)

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  3. um outono florido, rodopiante: no meu mundo, naquele em que eu fosse deusadacriação, seria assim tb.


    beijo, lu.

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  4. entre o suave e o amargo, na medida certa, luciana marinho.

    que belo presente esse blog!
    a tua poesia tem qualquer coisa de essencial.

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  5. Olá Querida...não resisti e vim até aqui..nossa!!! LINDO LINDO LINDO LINDO.....

    Só poderia ser mesmo uma pessoa dotada de tanto conhecimento como vc...o bom é que sem querer desperta nas pessoas o gosto pela leitura, em especial, a poesia...

    Lu, vc é divina, especial...sensível...

    Parabéns!!


    Beijos no coração!

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  6. A Lua sangra no celeste
    Aprisionada está a razão
    Olhos sem a virtude da luz
    Uma fria pedra no coração

    Um banco de jardim
    É leito do rei da sarjeta
    Almofada de encardido cartão
    Acomoda esta carcaça inquieta


    Convido-te a conhecer um Rei mendigo


    Mágico beijo

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  7. Luciana,
    Fico feliz com esses encontros de imagens que encontram e dessas imagens que nos deixam tão próximas de do 13º tiro,aquilo me arrepia. E já vi imagem como essa na estrada. Aqui na minha terra essa época do ano acontece muito, mas falar disso também é encontro, como a imagem do tecido do vestido e suas linhas, e do tecido esgarçado do tempo.

    beijo grande!
    sempre bom vir aqui!

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  8. Quem for capaz de parar de raciocinar, o que é terrivelmente difícil, que me acompanhe.
    Vim te escrever.
    Quer dizer: Ser

    Clarice Lispector

    *As palavras vão além de sua
    essencia, assim são as palavras
    puras de Lu!

    Um beijo no coração!

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  9. belas imagens...sempre bom visitar vc linda!
    bjo

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  10. Quero pegar a palavra
    ou prender a sua essência.
    Talvez o que eu quero
    é o inatingível.
    Mas o dom da palavra sentida
    é vista no pulsar
    da minha vida.

    Nilda Albuquerque

    *Beijos com perfumes
    que se espalham pelos jardins
    do pensamento.

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  11. Quando eu venho aqui, é como se olhasse no espelho gostando do que vejo...
    eu adoro essa Lu.

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  12. Luli,
    eu sempre desconfiei disso. A poesia é uma forma de arte visual e não literatura; Agora vc comprova...
    beijos enlaurados

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  13. Muito bonito seu trabalho, Luciana. Visitei-o a partir de link da página do Alexandre B. Voltarei outras vezes, tenha certeza!

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  14. ê, querida, um ótimo ano pra nós, certo?

    2009 avante!

    beijão :)

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  15. Olá.
    Adorei descobrir seu blog.
    Voltarei mais vezes para desfrutar.
    Um abraço.

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  16. nos veremos este ano?!...

    eu terminei 2008 há pouco. e vc? kd tu? virás aki qndo?...

    bj novos bjs!

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  17. Lu...Luzes!!

    abro meus olhos pra eles buscarem as tuas palavras...e eles vão!!

    beijos e saudades, queridosa!!

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  18. Luciana,


    Nem sempre tenho a possibilidade tranquila de degustar a beleza poética que habita certos lugares como o seu. No entanto, fica aqui o meu registro de apreço aos seus versos.

    Agradeço imensamente a sua visita atenciosa à Revista Diversos Afins, da qual sou editor.

    Um beijo grande e vida longa às suas letras e líricas!

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